quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Momentos de solidão by Ronaldo Brito Rocha

Consumada
 Estava no meu quarto escuro e vazio. Me chamo Madalena e tenho 85 anos e estou sozinha como sempre, as histórias que eu vivi foram casamento e filhos. Meu marido morreu há 5 anos e meus filhos estão morando em Nova York, me deixaram na solidão e sem explicação se afastaram. Me sinto isolada do mundo só esperando a morte, que será inevitavel. Mais quando ela chegará ? Mais quando ela decidir me beijar, será que eu estarei mais feliz? Tive erros e deles me arrependo, principalmente por ter deixado meus filhos de lado para ir a festas e a bailes politicos. E agora me pego aqui... sozinha.        
 Ouví a porta abrir e quando olhei para a sua direção ví o anjo da morte, ele tinha 2 metros de altura e vestia negro. Me senti feliz em ve-ló e caminhei em sua direção, ele me estendeu a mão e eu a segurei bem firme e derrepente, estavamos num campo escuro de margaridas negras. Ele desapareceu e eu fiquei só, minhas roupas não eram mais as mesmas, elas estavam negras e eu continuava velha. Olhei para o chão e as margaridas começaram a desaparecer aos poucos e uma mão me agarrou a perna, suas unhas cravaram minha pele e eu gritei. Sentí que a morte estava sendo consumada. Não tinha medo mas havia uma dor tão mortal quanto a solidão.

Coleção Momentos de Solidão

 Um olhar por memorias
 Estava acordando  sobre suas fotos jogadas no chão.
 Estava pensando nele - em como foi importante para mim- e isso me fazia bem , mais
eu sabia que não havia mais nada há não ser um corpo, dentro do caixão.
 Meu telefone tocou e me avisaram:
  -O enterro é hoje as 2 da tarde!
 Estava chovendo e eu me arrumei para a missa de adeus.
 Olhei para o relógio e já eram 12:00 - poriso - me arrumei rápido e abri o guarda-chuvas antes de sair. As gotas da chuva me falavam mais de mim - do que dele - que era um herói indo embora de uma forma tão cruel - vencido por um câncer - e rápido.
 Aquele homem era meu ex - marido, com quem tive um casamento falido. Hoje ele já havia tido filhos que não eram meus, pos sempre tinha problemas para engravidar. Enquanto as gotas de chuva batiam no tecido do guarda-chuvas, eu sentia memórias caírem diante de meus olhos até o chão.
 Fui andando até o cemitério e quando me aproximei senti uma dor no coração, era como  se uma flecha estivesse entrando  em mim e quebrando tudo!
 Caminhei e me desequilibrei caindo no chão de pedra, ninguém estava por perto para me ajudar... fui engatinhando até o gramado e em meio as covas eu me perdi, meu coração parou de bater ali mesmo.
  Olhando para o céu eu vi um Anjo vindo até mim. Senti que era meu fim e temia !
 Onde um Homem pode chegar
Nossas fotos de casamento estavam encima da mesa de meu escritório, mais eu estava só.
 Eu não tinha ninguem mais. Ela se foi e me deixou sozinho, vendo a vida passar sem ter ninguém para amar.
 Fui andando para o banheiro e passando pelo corredor revivendo os momentos ao ve-lá morrer, ouvia gritos e me sentia ao mesmo tempo bem, mais em todo o momento pensava: -Será que vale a pena isso tudo?
 Ela estava sendo afogada na banheira e minha mão estava segurando a cabeça dela debaixo d´agua.
 Tive meus motivos e não posso negar nada, oque fiz, se justifica pos descobrir que ela me traia com um homem casado... com a minha irmã.
 Eu chegei no banheiro e a ví afogada, me sentei no chão e olhei para a banheira revivendo cada palavra da discursão. Não chorei, não sorri, não estava triste nem feliz. Estava satisfeito e depois de um tempo fui para a sala onde me deparei com ele caido no chão com um furo na cabeça, ele estava morto e pela sua morte eu estava feliz!  Oque iria falar para minha irmã?
 Oque diria a policia e a minha mãe de 80 anos?
 Decidi pegar as chaves do carro e a carteira, fui a garragem pegar o carro e sai sem destino. A estrada era tudo que eu queria ! Ligei o rádio e estava tocando uma canção triste que me fazia lembrar de meu casamento, que achava eu que era feliz.
 Nunca mais olhei para trás e meu futuro pertence a Deus... espero que ele me perdoe!
 O Homem de Copacabana
  Ele era um homem belo e alto, andava na praia de copacabana todos os dias só usando bermudão e tenis. Queria ficar mais belo, mais não precisava, pois já arrancava das mulheres grandes suspiros. Mais ele não estava interessado em nada disso, ele corria para fugir da magoa de uma mulher mais velha que partiu seu coração. Estava apaixonado por uma mulher de 65 anos com quem teve sua primeira relação sexual, ele tinha 27 anos e mesmo depois de ter ficado com várias mulheres, ele nunca esqueceria aquela que o fez ser homem pela primeira vez.
  Como viver com essa dor? Como viver para afastar aquele frio na alma?
  Seu coração estava tão doloroso que não tinha mais como se sentir realeza e foi assim se acabando aos poucos nos vicios das drogas, nos  cigarros e na prostituição. O passar dos dias só foi maguando mais seu coração, até o dia da morte do amor da sua vida, sua tia avó Marta.
  Foi aí que ele decidiu acabar com aquela dor... foi para o mar e enquanto seu corpo entrava na água gelada lembrava do rosto dela na hora do amor. Afundou a cabeça e parou de respirar, ele era agora igual a ela, um corpo sem alma.
Consumada

 Estava no meu quarto escuro e vazio. Me chamo Madalena e tenho 85 anos e estou sozinha como sempre, as histórias que eu vivi foram casamento e filhos. Meu marido morreu há 5 anos e meus filhos estão morando em Nova York, me deixaram na solidão e sem explicação se afastaram. Me sinto isolada do mundo só esperando a morte, que será inevitavel. Mais quando ela chegará ? Mais quando ela decidir me beijar, será que eu estarei mais feliz? Tive erros e deles me arrependo, principalmente por ter deixado meus filhos de lado para ir a festas e a bailes politicos. E agora me pego aqui... sozinha.        
 Ouví a porta abrir e quando olhei para a sua direção ví o anjo da morte, ele tinha 2 metros de altura e vestia negro. Me senti feliz em ve-ló e caminhei em sua direção, ele me estendeu a mão e eu a segurei bem firme e derrepente, estavamos num campo escuro de margaridas negras. Ele desapareceu e eu fiquei só, minhas roupas não eram mais as mesmas, elas estavam negras e eu continuava velha. Olhei para o chão e as margaridas começaram a desaparecer aos poucos e uma mão me agarrou a perna, suas unhas cravaram minha pele e eu gritei. Sentí que a morte estava sendo consumada. Não tinha medo mas havia uma dor tão mortal quanto a solidão.

 Palavras do Autor:
  Todos esses textos escrevi nesse momento de Solidão artistica! Espero que gostem.

Ronaldo Brito Rocha nascido dia 1 de Outubro de 2014 é um escritor brasileiro.